quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Profecia Maia: o que você faria se o mundo fosse acabar em 2012?

Segundo alguns pesquisadores e divulgações na internet, os Maias deixaram para nós sete profecias. Uma delas diz que no sábado, dia 21 de dezembro de 2012, nossa época de medo, ódio e materialismo irá acabar. O Primeira Edição foi procurar saber das pessoas o que elas fariam se o mundo fosse realmente acabar em dois anos, e descobrimos algumas que venderiam tudo o que tem para viajar pelo mundo, ou perdoariam todas as mágoas e aproveitariam muito mais os momentos com as pessoas que amam.

A contadora Juliana Kelly, de 25 anos, disse que aproveitaria o que lhe restava de tempo para ser mãe. “Não quero morrer sem saber o que é ser mãe. É meu maior sonho. Também não perderia mais tempo adiando as coisas que tenho vontade de fazer. Perdoaria quem eu tivesse de perdoar hoje mesmo, ligaria para quem eu amo sem medo de parecer ridícula. Abraçaria mais meus amigos, amaria mais meus familiares, viajaria para os lugares que eu sempre quis, dormiria menos e arrumaria logo um namorado para casar e ter meu filho”, conta a jovem.

Outra coisa, eu aprenderia a tocar violão. Estou adiando isso desde a época do colegial. Engraçado como a gente lembra de tanta coisa que queria fazer e ainda não fez por que esse mundo capitalista não nos dá tempo de realizar nossos sonhos. Estamos sempre trabalhando para pagar nossas contas, e a vida se resume nisso”, concluiu Juliana.

O musico e produtor, Denis Porto, de 38 anos, falou que venderia tudo o que tem e iria morar no lugar que ele considera perfeito. “Eu iria para a Austrália, que é um deserto com mar perfeito, pouca gente. Levaria minha mulher e minha filha. Não trabalharia mais, iria só surfar e curtir a vida”, disse o produtor da banda Raimundos.

Tiago Bueno, gerente de projetos de 27 anos, também disse que venderia tudo o que tem e viajaria pelo mundo. “Eu não acredito nessas coisas e nunca parei para pensar nisso, mas, se tivesse que fazer alguma coisa, venderia tudo o que tenho e viajaria pelo mundo. Iria conhecer os lugares que tenho vontade e pelo caminho gostaria de ajudar as pessoas, conhecê-las, conversar”, conta o jovem.

Bueno disse ainda que faria uma porção de coisas que teve vontade de fazer e não teve oportunidade. “Iria pular de paraquedas também”.

A gestora de recursos humanos, Kelly Born, de 27 anos, diria a todas as pessoas que ela considera especiais o quanto as ama. “Eu tomaria muita cerveja enquanto falaria do meu amor para elas [risos]. Também não esqueceria de agradecer a Deus pelo tempo de vida que ele me deu, mesmo que eu considerasse pouco. A vida é o melhor presente que podemos receber, e eu pediria muita sabedoria a Ele para saber o que fazer com oque me sobrasse de tempo para viver”, disse.

Se o mundo vai mesmo acabar como diz a profecia dos Maias, é uma incógnita para a humanidade. Mas, vendo o mundo como está hoje, presenciando as catástrofes naturais, o aquecimento global, vê-se um pouco de lógica na previsão de que o planeta será destruído, ou a humanidade devastada. Contudo, é mesmo preciso ter a certeza de que o fim chegará em dois anos para mudar nossos conceitos, para começar a preservar e fazer o que consideramos certo para nós e para os outros? Nunca se sabe até quando estaremos por aqui.

Thayanne Magalhães

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Pensão para amantes : “querem destruir a instituição do casamento”

Um projeto de lei aprovado nesta quarta-feira (15) pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal deve causar divergências entre a opinião pública. É que a lei permite que amantes tenham direito a pensão alimentícia e a partilha de bens, contanto que comprove estabilidade da união.

A proposta, que vale para homens e mulheres, diz que a união formada em desacordo aos impedimentos legais não exclui os deveres de assistência e a partilha de bens.

Para a autora intelectual da proposta, a vice-presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Família (IBDFAM), a lei atual é conivente com o homem que tem duas mulheres e, com o projeto, ele passa a se responsabilizar.

O Primeira Edição buscou a opinião dos dois lados. Mulheres e homens casados legalmente, e mulheres que sustentam um relacionamento com homens casados.

O representante de vendas, José Monte Neto, de 27 anos, não é favorável à nova lei. Para o jovem, casado há 2 anos, a aprovação dessa lei irá enfraquecer ainda mais a instituição familiar. “Isso é a desvalorização da família, que é o pai, a mãe e os filhos. Nenhuma dessas leis vai resolver nada. É preciso retomar a consciência de que o casamento, o matrimônio é uma instituição séria, que não pode ser denegrida. Esse tipo de lei só visa a destruição das famílias”, opinou Neto.

Para o jovem pai, a formação da sociedade nasce dentro da família, e é preciso dar exemplos às novas gerações. “Essa lei não vai fazer com que os homens pensem duas vezes antes de arrumar uma mulher fora do casamento e eu não acredito que a decisão de aprová-la seja positiva”.

Uma mulher, que não quis se identificar, falou ao Primeira Edição sobre seu relacionamento com um homem casado e deu sua opinião sobre a nova lei. “Começamos a nos relacionar há três meses. Nos conhecemos pelo MSN e eu já sabia que ele era casado, mas me encantei e acabei ficando com ele”, conta a amante.

Sobre a nove lei, a entrevistada disse que “como amante acho legal, mas se eu estivesse no lugar da esposa, com certeza não iria gostar”.

A amante disse que, apesar de gostar muito da pessoa com quem está tendo um caso, não se sente bem com a situação. “Eu me sinto mal pelo fato dele ser casado, mas, a gente não escolhe por quem vai se apaixonar. Além disso, ele me disse que o casamento dele está para terminar”, concluiu.

A auxiliar administrativa, Walmair Lima, de 28 anos, acha inaceitável o fato de ter que dividir os bens que ela e o marido construiram juntos, com uma amante. “Eu não sei se meu marido me trai, acredito quem não, mas, se um dia aparecer uma mulher dizendo que é amante dele e que quer parte do que eu trabalhei para construir junto com ele, vou ficar indignada”, enfatiza Walmair.

“Essa lei com certeza vai destruir cada vez a família. É inaceitável ter que dividir meus bens e do meu filho com uma estranha”, finalizou.

Thayanne Magalhães

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Promiscuidade: adolescentes também são culpados?

Na última quinta-feira (9), uma denúncia anônima levou as polícias Civil e Militar junto com o Conselho Tutelar de União dos Palmares, a uma ‘confraternização’ que acontecia em um bar na zona rural da cidade, onde supostamente seria leiloada a virgindade de uma adolescente entre 15 e 16 anos. O fato chamou a atenção das autoridades e da sociedade, e as organizadoras da festa, Tais da Silva Costa, 23 anos, e Gisela Oliveira dos Santos, 28, chegaram a ser presas.

O Primeira Edição entrou em contato com as autoridades do município envolvidas nas investigações do caso, e questionou quais medidas de prevenção são tomadas para evitar esse tipo de crime, tendo em vista que a realidade da maioria das cidades do interior do Estado mostra que muitos jovens e adolescentes, por não terem oportunidade para o desenvolvimento, acabam caindo na promiscuidade.

O conselheiro tutelar de União dos Palmares, Anderson Austregésimo, disse em entrevista ao Primeira Edição que o órgão trabalha com campanhas de aconselhamento para pais e menores, mas que o fato da cidade ser grande, com cerca de 63 mil habitantes, e possuir apenas um Conselho Tutelar, dificulta os trabalhos. “Sentimos dificuldade por não atingir um maior número de jovens, que por conta da desestrutura da família, evasão escolar, uso de drogas, acabam se desvirtuando”, disse o conselheiro.

“Nós trabalhamos com a parte da defesa dos direitos da criança e do adolescente, e temos ligação com as escolas do município para promover as campanhas, principalmente em dias de combate, como o 18 de maio, contra o abuso e a exploração de crianças e adolescentes, e essas são medidas de política pública, e é necessário trabalhar essas ações para orientar a sociedade”, conta.

Em relação às declarações dadas por uma das menores, que estaria se sentindo ameaçada pelas acusadas de promover a festa, que foram liberadas no último sábado (11), através de um alvará de soltura concedido pelo juiz Ygor Vieira de Figueiredo, o conselheiro disse que as adolescentes deverão ser ouvidas pelo juiz Bruno Acioly, já que a informação ainda não é oficial para os órgãos que investigam o caso. “Ainda não temos uma base sólida sobre essa informação passada pela menor. Mas é claro que diante das circunstâncias deve haver um medo por parte das vítimas. A notícia foi publicada ontem e hoje a polícia, o Conselho e a Justiça irão tomar as medidas de segurança”, afirmou Anderson.

O conselheiro disse que os trabalhos devem continuar e o envolvimento de mais pessoas neste caso está sendo investigado. “Cabe ao Conselho receber a denúncia e repassá-la para as autoridades responsáveis pelas investigações, polícias, juízes, Ministério Público, que investigam e prendem os envolvidos nos crimes”.

O delegado titular da cidade, Cícero Lima, passou a manhã trabalhando em outros casos e o Primeira Edição não conseguiu falar com ele.

A opinião dos jovens

O Primeira edição entrevistou algumas jovens que acabaram de passar pela fase da adolescência, para saber a opinião delas sobre o caso. Foi perguntado se elas acreditam que os adolescentes podem mesmo agir apenas por influência dos adultos para entrar na promiscuidade ou se por conta da desestrutura familiar e baixa renda, esse caminho seja inevitável.

A auxiliar administrativa, Andressa Araújo, de 22 anos, acredita que o fato do adolescente ser pobre, não ter uma base familiar, não é desculpa para partir para a promiscuidade. “Conheço muita filhinha de papai, em Maceió e no interior principalmente, que tem tudo, mas que só vivem em festas, bêbadas. Elas falsificam até a identidade para entrar em shows e boates. Não se deve só responsabilizar os adultos que estão com elas, porque elas estão lá porque querem na maioria das vezes”, opina a jovem.

Andressa acredita também que os pais deveriam prestar mais atenção nos seus filhos para evitar esse tipo de comportamento. “Acho que pai e mãe deveriam acompanhar a vida dos filhos, principalmente nessa idade. É claro que não dá para saber tudo o que eles fazem na rua, mas é preciso diálogo, regras. A boa educação começa dentro de casa, e acredito que é isso que falta para essas adolescentes, educação”.

A digitadora de programas sociais, Anne Karoline Soares, de 19 anos , é de Pão de Açúcar, e na opinião dela as adolescentes deveria ser tratadas pela Justiça também como culpadas. “É claro que o que aconteceu em União, de leiloar a virgindade, é uma falta de respeito com as meninas, mas elas também têm culpa, porque não foram para a festa obrigadas, acredito eu”, disse a jovem.

Sobre fato de serem pobres, ou por não terem uma base familiar sólida, Anne acha que isso não é desculpa para a má conduta. “Tem tanta gente sem pai e sem mão e se tornam grandes profissionais. Acho que esse caminho promíscuo é escolha própria, na maioria das vezes”.

A jovem disse ainda que a lei para adolescentes é injusta no Brasil. “A maior idade deveria ser dada aos 16 anos. Eles já podem até votar, escolher o futuro da nação, e porque não podem responder pelos seus atos, por crimes? A Justiça sempre passa a mão na cabeça”.

Diante das opiniões é possível julgar que a atual geração de adolescentes tem perdido muitos valores, entre eles a valorização da família. Diariamente podemos ver nas notícias as festas promovidas pelos jovens, envolvendo muitos adolescentes que usam drogas, fazem sexo sem responsabilidade e chamam isso de ‘viver a vida’. Nos sites de relacionamento também não é difícil encontrar fotos que retratam a banalização do corpo das meninas, a apologia ao uso excessivo de álcool.

Seria a hora de rever os deveres dos adolescentes, e não só seus direitos? Não defendendo o que se passou em União dos Palmares. A questão são os adolescentes que frequentam festas por conta própria, e não essas festas promovidas por adultos mal intencionados. A Justiça é mesmo eficaz nesses casos? É preciso prevenir, dar educação de qualidade e oportunidade para que esses jovens, principalmente do interior do Estado, possam seguir caminhos distantes da promiscuidade.

Thayanne Magalhães

CNE recomenda fim da reprovação: “Não reprovar torna a educação mais precária”

O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou as novas diretrizes curriculares para o ensino fundamental de nove anos e uma das determinações do órgão é que todos os alunos devem ser plenamente alfabetizados até os 8 anos de idade. O que está causando dúvidas e até mesmo preocupação para os pais é o fato de o CNE recomendar “fortemente” que as escolas não reprovem os alunos até o 3º ano dessa etapa.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, já homologou o parecer, que foi publicado no Diário Oficial da União desta terça-feira (14). No texto, o ministro diz que a orientação é muito clara: todas as crianças têm o direito de aprender e as escolas devem assegurar todos os meios para que o letramento ocorra até os 8 anos de idade. Não quer dizer que se defenda a aprovação automática.

O texto ressalta ainda que cada criança tem um ritmo diferente no processo de aprendizagem, que, por isso, deve ser contínuo.

O Primeira Edição foi buscar opiniões para saber o que a sociedade pensa sobre a nova recomendação.

A professora Maria Célia da Conceição conta que o método já é usado pelas escolas estaduais e municipais de Alagoas, e que a não reprovação diminui a qualidade de aprendizado e os alunos saem da escola despreparados para o vestibular. “O que o Estado o Município visam é a quantidade de alunos que saem do ensino médio, e não a qualidade. Com certeza essa recomendação de não reprovar os alunos com dificuldade de aprendizado só ajuda a tornar a educação mais precária”, afirma a educadora.

“A gente vê alunos que não têm condições de avançar para o ensino médio, mas temos que aprová-los por causa desse sistema, e isso está diminuindo a qualidade do ensino. O método tradicional com certeza é mais eficaz, basta comparar o nível de aprendizagem das gerações”, disse Célia.

A psicóloga Gabriela Medeiros acredita que se as escolas e os educadores tivessem a mesma visão e métodos de ensino, seria mais fácil avaliar onde está o problema nos alunos com dificuldade de aprendizado. “É realmente uma situação complicada o incentivo à não reprovação dos alunos, porque a criança e o adolescente precisam de estímulo para que possam se engajar nos estudos. Mas também tem que avaliar os dois lados. Reprovar é algo muito difícil, porque mexe com a auto estima da criança. Mesmo assim, só teria sentido aprovar um aluno com dificuldade se a escola avaliar também o emocional dessa criança ou adolescente, e o professor da série seguinte teria o cuidado de avaliar realmente o aprendiz e desenvolver estratégias para que ele possa superar as dificuldades anteriores e continuar avançando", disse.

“O que acontece na maioria das vezes, é o aluno mudar de escola quando é reprovado, e daí muda-se de pensamento, a técnica de ensino, a abordagem, a estrutura do professor. Portanto eu acredito que não se deve avaliar apenas a reprovação em si, mas tem que ver a criança e o adolescente como um todo”, opina a psicóloga especialista em crianças.

Para a assistente administrativa, Edylane Pereira, de 27 anos, mãe de duas crianças em idade escolar, uma no 6º ano e outra Jardim II, a recomendação do ministro não vai mudar muito a atual realidade das escolas. “Eu estudei em escola pública há uns dez anos, e lembro que os alunos passavam sem muito esforço, porque os professores não queriam ter dor de cabeça e passavam trabalho para casa no fim do ano e dava nota de prova. Se antes já era assim, imagine hoje em dia, ainda mais com essa recomendação do ministro?”.

Para Edylane, o problema não está só nas escolas públicas. “Nas escolas privadas não deve ser diferente, porque, infelizmente, o dinheiro compra tudo. O que o ministro deveria fazer era exigir mais capacitação para os professores e incentivar a melhorar o ensino, e não piorar, porque na minha opinião está piorando”, disse.

“Sinceramente eu acho um absurdo incentivar as escolas a não reprovarem os alunos, pois as crianças não vão nem pensar em se esforçar para passar nas provas, e como é que vai ser no dia que precisarem passar no vestibular ou num concurso? Quer dizer então que meus filhos vão para a escola só para marcar presença?”, indaga a jovem mãe.

A jovem disse ainda que faz a sua parte, incentivando os filhos a estudar em casa. “Acredito que a educação começa dentro de casa e eu pego no pé e eles têm que estudar para as provas e passar com nota boa. Faço isso para o bem deles, pensando no futuro. Não quero que meus filhos saiam da escola sem ter aprendido nada”.

É preciso mesmo melhorar a qualidade de ensino, não só no Estado, mas no País. O que se vê nas escolas são muitos professores despreparados e alunos desinteressados, pelo menos na maioria. O fato de ser reprovado não torna a criança ou o adolescente pior que o outro, mas o prepara para enfrentar o mundo competitivo. E, finalmente, é preciso destacar que a educação mais importante é a adquirida em casa.

Thayanne Magalhães

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

PM Box abandonados viram pontos de tráfico de drogas em Maceió

A equipe de reportagem do Primeira Edição esteve em algumas localidades de Maceió para ouvir as denúncias da comunidade quanto a falta de segurança. O principal foco foi o fechamento e abandono de alguns PM Box que se transformaram em pontos de venda e consumo de drogas.


No bairro da Pajuçara, um PM Box que fica localizado na esquina da Escola Estadual Monsenhor Benício de Barros Dantas, está fechado há cerca de 5 anos. “Depois que o PM Box foi fechado, o número de assaltos na escola aumentou muito. No ano passado fomos assaltados mais de dez vezes. Os bandidos levaram televisores, bombas de água, botijões de gás, cadeiras, aparelhos de som e vídeo e só se inibiram porque contratamos segurança armada terceirizada”, conta a coordenadora pedagógica, Flávia Barbosa.

Flávia contou ainda que há cerca de dez anos uma policial morreu no local. “Cogita-se que tenha sido suicídio, mas os familiares não descartam a possibilidade de assassinato e até hoje o caso corre na Justiça. A PM era filha de uma de nossas funcionárias, e esta teve que ser afastada porque ficou com problemas neorológicos”.

Para a coordenadora, a falta de um PM Box no local prejudicou e muito a escola e principalmente os alunos. “O local se transformou em um lixão, além de servir para venda e uso de drogas. Nós tivemos que levantar um muro com nossos próprios recursos para isolar, mas, mesmo assim a violência continua e os bandidos não se inibem, porque o policiamento aqui não é constante, como deveria ser com o PM Box funcionando”, afirma.

Flávia disse também que, por conta dos assaltos e freqüentes casos de usuários de drogas entrando no local para usar crack, a escola teve uma grande evasão de alunos, chegando a 50% o número de estudantes que foram estudar em outro lugar. “Sobram vagas”, diz a coordenadora.


O professor da escola, Daniel Mello, conta que seu carro já foi arrombado duas vezes. “Os bandidos ficam na esquina da escola, exatamente onde funcionava o PM Box, e assaltam os alunos. Já levaram celular, dinheiro, bolsas do pessoal que sai da escola. Inclusive alguns moradores dessa região estão colocando suas casas a venda, e eu acredito que seja por conta da insegurança. A quantidade de viaturas que passa por aqui é insuficiente e depois que eles passam, os marginais voltam. Tem que ser segurança fixa”, afirma.


Outro PM Box que também não está mais funcionando, está localizado no bairro do Poço. O local se transformou na casa do flanelinha Analito da Silva, de 22 anos, natural de Murici. “Tem quatro meses que eu moro por aqui. O que o pessoal mais reclama é dos usuários de drogas, que tem muito por essa região. As viaturas da polícia passam, mas não adianta. As pessoas que usam droga se escondem de depois voltam de novo”, disse o morador de rua.

A dona de casa Valda Máximo, de 49 anos, reclama da falta de segurança na região. “O PM Box faz muita falta. Já tem uns quatro anos que fecharam esse aí e os drogados tomaram conta de tudo. As viaturas passam, revistam os marginais, mas eles escondem as drogas e quando a polícia vai embora, eles continuam vendendo e usando. Por isso que eu não acredito que a segurança funcione com as viaturas, é preciso que tenham pontos fixos com policiais trabalhando”, afirma Valda.


“Nós temos medo de denunciar os bandidos, porque o que mais se vê todos os dias, é a quantidade de gente que morre assassinada por causa desse crack, que está acabando com Maceió. Vejo meninas que conheci ainda bebês, e hoje estão jogadas pelas ruas do Poço, perdidas no mundo das drogas. É muito triste essa realidade”, conta a dona de casa.

O comandante do Comando de Policiamento da Capital (CPC), tenente-coronel Gilmar Batinga, disse em entrevista ao Primeira Edição que pretende solucionar o problema aumentando o número de viaturas nas ruas da cidade. “Um PM Box só garante a segurança de cinquenta metros ao seu redor e são poucos homens trabalhando, isso não garante a melhoria na segurança de uma região. Estamos colocando mais viaturas para fazer o patrulhamento na ruas da cidade, com mais homens trabalhando”, afirmou Batinga.

Segundo ele, a partir da próxima segunda-feira (22), o número de viaturas patrulhando as ruas da cidade vai aumentar 50%. “Nos locais onde existem oito viaturas, aumentaremos para doze, e assim por diante. Isso irá melhorar a segurança da população, com certeza. Além disso, estudamos os horários com o maior índice de violência, que é entre treze horas e uma da manhã, e nesses horários o patrulhamento será ainda mais intenso”, disse o comandante.

No final das contas, aumentar o número de viaturas pode sim melhorar a segurança em Maceió, que, como se é constatado diariamente, só está aumentando a cada dia. Mas, é preciso que haja muitas outras ações por parte do poder público, principalmente no combate ao tráfico de drogas, que é hoje o principal fator para o alto índice de crimes registrado não só ca capital, mas em toda Alagoas.

Thayanne Magalhães

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Jovens: como conciliar trabalho, estudos e vida pessoal?

O mercado de trabalho está cada vez mais exigente e os jovens têm buscado se aperfeiçoar e qualificar seus currículos, tentando conciliar os estudos, com trabalho, família e amigos. O Primeira Edição conversou com algumas dessas pessoas, que trabalham e estudam na ânsia de conquistar um futuro próspero e uma vida estável.

Fernanda Lima, de 23 anos, mora no município de Capela, distante 65 km de Maceió, e precisa acordar antes das 5 da manhã, para pegar o transporte gratuito que leva os estudantes para a capital. “Chego em Maceió às sete da manhã e vou para a empresa de consultoria onde trabalho como secretaria. Do trabalho, vou para a faculdade e quando largo às dez da noite, espero o ônibus de Capela passar às onze e chego em casa por volta de meia-noite. Essa é minha rotina”, conta Fernanda.

A jovem é estudante do 3º período do curso de Recursos Humanos e, mesmo com a rotina cansativa, ela não pretende parar por aí. “Quando terminar a faculdade quero trabalhar na minha área, mas, em seguida vou entrar no curso de pscicolgia, que não fiz antes por falta de condições financeiras. De qualquer forma, escolhi RH porque também está ligado a pessoas e tenho facilidade para me relacionar”.

Fernanda diz que é muito difícil conciliar seu trabalho estudos e vida pessoal, mas ela procura estar sempre em contato com seus amigos, principalmente nos fins de semana.

O estudante do 8º período de ciências contábeis, Gleydston Rodrigues Guedes, de 22 anos, veio de Canhotinho, em Pernambuco, para Maceió em 2007, onde o jovem se esforça para se estabilizar. “Lá na minha cidade não tinha o curso que eu queria fazer, então eu vim estudar em Maceió. Durante o dia eu trabalho como analista de curstos e durante a noite vou para a faculdade”, conta o jovem.

“Na verdade não foi uma questão de escolha ter que conciliar trabalho e estudos, eu preciso disso para alcançar meus objetivos. No começo eu consegui que minha família me ajudasse e as minhas despesas eram pagas pela minha mãe, mas, não dava para me sustentar até o fim do mês, então procurei um emprego”, explica.

Gleydston acredita que sacrificar seu tempo investindo no futuro lhe trará recompensas. “Minha rotina é muito cansativa e durante a semana não tenho tempo para nada, mas no fim de semana procuro sair com meus amigos e visitar minha família”.

“Eu pretendo continuar me aperfeiçoando, não vou parar de estudar, quero fazer pós, curso de línguas e ganhar cada vez mais espaço no mercado de trabalho, evoluir sempre”, afirma o estudante.

Íris Rafaela de Lima, 27 anos, se formou há pouco tempo e lembra do esforço que era ter que conciliar os estudos com o trabalho. “Passava o maior sufoco quando estava na faculdade. Trabalhava oito horas e depois encarava entre quatro e cinco horas de estudos, sem falar que muitas vezes abdicava dos meus finais de semana para fazer trabalhas acadêmicos. Hoje minha rotina mudou muito, antes estava correndo atrás do diploma, hoje a corro atrás das vagas ofertadas pelos concursos públicos, que no meu ponto de vista é a melhor opção para ter uma vida financeira estabilizada”, conta a administradora de empresas.

A jovem fala que abriu mão das festas no período em que tinha que conciliar o trabalho com a faculdade, mas que sua família e seus amigos entendiam sua ausência e davam força. “Descontração é fundamental, mas vale a pena abrir mão disso tudo quando se almeja um futuro melhor. A recompensa vem depois e seus verdadeiros amigos entendem e te dão força”, disse Íris.

Ana Sibelle Sandes dos Santos, de 30 anos, tem uma tarefa ainda mais árdua para cumprir no seu dia-a-dia. A estudante de ciências contábeis precisa conciliar suas tarefas de mãe com o trabalho e a faculdade. “Eu tento conciliar tudo da melhor maneira possível, por exemplo, eu administro minha casa e monitoro meus três filhos pelo telefone. Bate um sentimento de culpa as vezes mas não tenho outra opção por enquanto”, conta Sibelle.

“Só sobra tempo nos fins de semana, tanto para estudar melhor quanto para dar atenção para as crianças, e tento fazer tudo da melhor maneira possível”.

Para a jovem, que trabalha no setor financeiro de uma escola de Maceió, o importante é ir vivendo um dia de cada vez. “Não tenho muito tempo para pensar no futuro, mas quero ter uma vida tranqüila, poder proporcionar sempre mais conforto para mim e para meus filhos”, concluiu.

Os exemplos acima podem servir de incentivo para os jovens que ainda não encontraram um caminho a seguir. É preciso enfrentar o mundo e perceber que a prosperidade não vem até as pessoas, é preciso buscá-la, abrir mão de certos costumes, do comodismo, e estar sempre em busca do aperfeiçoamento profissional, visando uma vida tranquila lá na frente.

Thayanne Magalhães

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Bairro de Maceió sem rede de esgoto sofre com o mau cheiro

Alguns bairros da parte alta de Maceió ainda não possuem rede de esgotos e muitas vezes a água suja é lançada nas ruas, trazendo transtornos como o mau cheiro, doenças, ratos e insetos. O Primeira Edição esteve no Ouro Preto, na periferia, e o que se vê são ruas tomadas pela água suja lançadas pelas casas, em alguns lugares existem até quedas d’água, molhando quem passa distraído.

A estudante Joyce da Silva, moradora do bairro, acredita que a única solução para o bairro é a instalação de uma rede de esgotos. “O mau cheiro incomoda muito. Essas casas que ficam no alto jogam água em quem passa embaixo, é horrível. Já vi muita gente se molhar com essa sujeira. Além disso, isso atrai muitos insetos e ratos que podem nos transmitir doenças”, disse a jovem.

Joyce pede para que as autoridades responsáveis prestem mais atenção no bairro e façam projetos que beneficiem a população.

Já a dona de casa Maria José, de 65 anos, que mora há 38 anos no Ouro Preto, disse que se comparar o bairro de hoje com o que era há alguns anos atrás, melhorou muito. “O Ouro Preto já esteve pior. Antigamente as ruas eram de barro, a lama tomava conta de tudo. Hoje o mau cheiro ainda incomoda muito. Os políticos vêm aqui no tempo de eleição, prometem que vão melhorar, mas fica só na promessa”, afirma Maria José.


Marcondes da Silva, de 24 anos, mora no bairro há apenas 10 meses e já pensa em se mudar. “É uma negação essa água suja no meio da rua. O bairro fica feio e atrai insetos e ratos. Provavelmente vou me mudar em breve daqui”, disse o jovem.

Procurada por nossa reportagem, a assessoria técnica da Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seinfra), informou que a prefeitura é responsável apenas pela parte da drenagem de águas fluviais e pelos afundamentos de galerias. A Seinfra informou que a questão do esgoto a céu aberto é responsabilidade da Companhia de Saneamento de Alagoas (Casal).

Na Casal, o gerente de projetos, Luiz Emanoel, do órgão explicou que quando não existe rede de esgotos em uma localidade, são construídos os sistemas de tratamento primário, os tanques sépticos seguido de sumidouros, popularmente conhecidos como fossa. “A fossa é construída na frente ou nos fundos das residências, é uma obra de engenharia que funciona”, explica.

“Os proprietários das casas são os responsáveis pela construção das fossas, que devem passar por normas técnicas e manutenção freqüente. Essas pessoas quem jogam a água das pias, do jardim, direto na rua, são desinformadas, porque não são só as águas do vaso sanitário que transmitem doenças. Toda a água da casa deve descer pela fossa”, disse o gerente.

Luiz Emanoel disse que a Casal procurou construir redes de esgotos na parte baixa da cidade porque na época era a área de Maceió que estava crescendo. “Priorizamos os bairros da parte baixa porque as pessoas estavam indo morar lá. A Casal tem o planejamento de colocar redes de esgoto na parte alta, onde ainda não tem, mas não temos recursos, portanto também não temos previsão para projetos e obras”, disse.

O gerente informou que para evitar o lançamento de água suja das casas nas ruas, é preciso acionar a Vigilância Sanitária. “Se o seu vizinho tem um encanação que joga a água da pia de lavar pratos, do jardim, da lavanderia direto na rua, você pode acionar a Vigilância, que essa pessoa será multada e obrigada a usar somente a fossa”, afirmou.

A Vigilância Sanitária de Maceió fica no Centro da cidade e o telefone para contato é o 3315-5238.

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

31 mortes: Moradores de rua culpam a polícia e o tráfico por assassinatos

A reportagem do Fantástico que foi ao ar neste domingo (07) definiu como ‘massacre’ as 31 mortes de moradores de rua em Maceió. O assunto tem repercutido em todo o país e o Primeira Edição procurou os principais personagens dessa trama para tentar entender o que está acontecendo na capital alagoana.

João Antônio da Silva, de 52 anos, mora há 30 anos nas ruas de Maceió e sobrevive catando latinhas com sua mulher. Ele é natural da cidade de Ribeirão, em Pernambuco e há dez anos perdeu um dos olhos em uma briga com um ‘amigo’.

José Antônio acredita que a principal motivação para os crimes é o consumo de drogas. “Eu conheço muita gente que morreu por causa do crack. Os ‘caras’ fumam e depois vão roubar. Antigamente não tinha essa tal de pedra, agora é o ‘terror do mundo’. Eu acredito que a maioria desses assassinatos são por causa disso, e não existe grupo de extermínio”, afirmou o morador de rua, que vive entre o Centro da cidade e a praia da Avenida.

O catador de latinhas disse que não teme por sua vida, pois não tem envolvimento com drogas. “Durmo tranquilo embaixo da marquise de uma loja, todos os dias, sempre no mesmo lugar”, disse.

Helrison Gonzaga da Silva, de 28 anos, divide um pequeno barraco na beira da praia da Avenida com outras 4 pessoas. Ele vive da pesca e também cata latinhas. O jovem cresceu na rua. “Não sei onde moram meus pais. Fui criado pelo meu tio de consideração, que me achou na rua e me ensinou tudo que eu sei”, conta.

Helrison disse que acredita que as mortes dos moradores de rua está relacionada a um grupo de extermínio. “Eu acredito que essas mortes tem a ver com o uso de drogas, ou por causa de rixas antigas entre os moradores de rua, mas com certeza existe um grupo de extermínio, e com certeza tem muito policial envolvido nesses crimes”, afirmou o pescador.

“Eles – os policiais – deveriam fazer a segurança das pessoas, mas são os primeiros a bater, matar, roubar e ter contato com os traficantes”, disparou.

Bruno Antônio Bezerra de Oliveira, 49 anos, o ‘tio’ de Helrison, saiu de sua casa em Arco Verde, Pernambuco, aos 12 anos. “Meus pais me mandaram embora e eu vim parar aqui, em Maceió,. Encontrei Helrison na rua e mandei ele me acompanhar”, conta.

Bruno Antônio concorda com a opinião de Helrison. “Com certeza tem policial envolvido nessas mortes. Eles matam por nada, só por malandragem mesmo. Infelizmente vivemos com medo, acuados, mas não temos outra opção de vida”, disse o catador de latinhas.

Outro morador de rua, Jhonny David de Morais, 23 anos, também opinou sobre os casos. “Eu vim de Arapiraca para Maceió e me viro pescando e catando latinha”, conta o jovem.

“Sobre os assassinatos, eu acredito nas duas versões. Acho que muitos morrem por estarem envolvido com o tráfico de drogas, mas acredito mesmo que os policiais matam muito mais do que os traficantes”, acusa.

O Governo do Estado
Em matéria publicada na Agência Alagoas, o governador de Alagoas, Teotonio Vilela, determina que as investigações dos assassinados sejam reforçadas pela direção-geral da Polícia Civil.

Vilela determinou que até o próximo dia 22 todos os inquéritos relacionados a estes crimes estejam concluídos e sejam encaminhados à Justiça com os nomes dos executores e a motivação dos homicídios.

O governador também determinou que os moradores de rua que estão em situação de risco tenham apoio assistencial e a proteção do Estado, em uma ação conjunta dos órgãos da área de Assistência Social.

Fantástico
O Ministério do Desenvolvimento Social mostrou que em Maceió existem 312 moradores de rua em Maceió, e de janeiro até agora, 10% deles foram assassinados.

Entidades pressionam as autoridades responsáveis pelas investigações para que os casos sejam esclarecidos. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/AL) divulgou a lista dos 31 mortos, temendo que as vítimas sem nome não tenham a mesma atenção do Estado e sejam enterrados como indigentes.

A Arquidiocese de Maceió também tem exigido respostas e o arcebispo Dom Antônio Muniz, disse em reportagem ao Fantástico, que considera a polícia de alagoas competente. “É dentro dessa perspectiva que eu exijo uma posição mais coerente, mais firme da polícia”, disse Muniz.

O promotor do Ministério Público Estadual, Alfredo Mendonça, do Grupo de Combate a Organizações Criminosas, que investiga os casos que podem envolver policiais, já denunciou 4 pessoa. “Dos 31 homicídios, 8 tem características de grupo de extermínio” afirma. Das 4 pessoas denunciadas, 3 são policiais, mas só um ex-policial está preso, Miguel Rocha Neto, o mesmo que matou uma pessoa em 2007, dentro de uma lan house.

Para o delegado geral da Polícia Civil de Alagoas, Marcílio Barenco, o fato da maioria desses crimes ter sido cometido com armas de fogo, caracteriza a atividade de policiais civis nos crimes.

Para a polícia os outros assassinatos foram causados por rixas entre os moradores de rua ou dívidas com traficantes de drogas, inclusive 4 acusados estão na prisão. O crack tem um efeito devastador nas ruas de Maceió, diariamente são noticiados assassinatos motivados pelo consumo da droga.

O Primeira Edição vai continuar acompanhando o andamento dessas investigações.

Thayanne Magalhães

Esta é a primeira da série de reportagens que farei nas manhãs do Primeia Edição Online. Sugestões de pautas serão bem vindas! ;D Paz e Bem.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Nosso mundo - NOSSO.


Este é o nosso mundo, o que é demais nunca é o bastante, a primeira vez, sempre a última chance... ♫ ♪ As músicas de Renato Russo... sempre tem uma que combina com o momento ou fase da vida. Hoje é segunda-feira, 1º de novembro, véspera de feriado – tinha uma segunda no meio do feriadão! hahahahaha! Aqui estou, na redação, escrevendo as notícias factuais do dia, e me deparo diariamente com banalidades, mortes precoces, juventude perdida. Viver é tão bom, é tão instigante, tanto a se fazer, que acho que chegar à velhice ainda é pouco! Tem que ter algo mais depois.

Em menos de duas horas de início de expediente, já dois casos de violência em Maceió. Uma, o neto tenta matar a avó porque ela negou dinheiro para ele comprar drogas. Pois é, o neto tentou matar a avó com uma peixeira porque queria nóia. Como chegamos a este ponto e nem percebemos? Como ver, ouvir, presenciar esse tipo de coisa e fingir que não é comigo? Esse é o nosso mundo! Somos nós. Onde isso vai parar? Existem culpados? O sistema? O capitalismo? O marginal que não teve acesso è educação? O político que só pensa em engordar sua conta no banco? É minha culpa, porque não faço nada para tentar mudar?

O segundo caso, mais um cara de seus vinte e poucos anos, assassinado por outro cara novinho. Os motivos são sempre os mesmos. Já posso até deixar o lide das minhas matérias pronto – mais um jovem é assassinado em Maceió por envolvimento com crime, ou por ser usuário de drogas - hahahahahaha! Não! Não tem graça. Onde isso termina, onde isso vai parar? Quando a vítima for meu irmão? Quando for seu filho? É preciso revoltar-se!

Agora deixa eu voltar ao trabalho! Foi só uma pausa para a reflexão. Todos os dias eu tenho que escrever uma história bem parecida, quase sempre com o mesmo final dessas duas que falei, que acabaram de acontecer, hoje. E mesmo sabendo que nem tão cedo vai mudar, eu não consigo fingir que não é comigo. Não pode deixar que se torne banal, rotina, cotidiano. Não tem que ser assim.

Thayanne Magalhães

terça-feira, 26 de outubro de 2010

E vou continuar acreditando...


Rum! Bonita essa história aí embaixo, né? E eu realmente acreditei que ele fosse de verdade. Mas, os homens... sempre decepcionam. Precisa mesmo de tanto teatro para conseguir... ficar com a gente? Precisa envolver, encantar, fingir tanto? Criar um personagem, falar mal de alguém e depois estar com esse alguém falando mal da gente? Coisa mais sem sentido! Hoje em dia, pelo menos para mim, o outro significa exatamente o que demonstra o que somos para ele. Nem mais, nem menos. E eu, acreditei. E eu me encantei. E eu... quase me apaixonei, ou se cheguei a me apaixonar por aquele personagem, já desencantei, porque ele não existe. E ele? Está por aí, interpretando outro papel, fingindo para outra pessoa.

Mas, mesmo me decepcionando, mesmo sendo boba, acreditando em príncipe e destino... Assim sempre serei, a minha essência sempre será essa. E se for preciso, eu choro de novo por partirem meu coração. E logo ele se renova e se enche de esperança... e aí aparece outro alguém que vai me encantar, e eu vou acreditar que foi por ele que eu não pude ficar com os que passaram pela minha vida.

Que dure uma semana ou dure uma vida... Mas eu quero o amor sempre em mim! E vou continuar acreditando nele!

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Existe.


Há mais ou menos uma semana venho me sentindo estranha... tudo tão novo. Sim, estou falando de alguém. A gente se conheceu e de repente, na mesma noite – madrugada – parecia que eu já sabia que ele existia. E, senti uma certa reciprocidade. ‘Que massa você vélho’, hahahahaha! Ele.

Bem que tentamos ficar bem mais tempo juntos, mas alguém nos impediu. Nada que não se resolva com o tempo. No dia seguinte, acordei e olhei no celular a foto que tirei dele para acreditar que tudo aquilo tinha acontecido. Andamos quilômetros... rindo, descobrindo tanta coisa em comum... ♥

E nos vimos a noite, apenas sentamos frente ao mar e conversamos... e rimos! E não me canso de olhar para ele. ‘Pq vc é tão lindo? P/ combinar c vc!’ hahahahahaha! Nós.

A semana demorou p passar... quarta, quinta, sexta... Mas todos os dias ele ligava para desejar bom trabalho. Ow, assim fico mal acostumada. hahahahaha! Finalmente sábado, acordo com uma ligação! Vamos? Eu fui... foi um dia inteiro, só nosso. Muitas risadas, descobertas, carinho... uma verdade em mim que eu achei que tinha perdido. Não pensei que um sentimento tão puro pudesse nascer assim, tão de repente.

Acordo pensando, vou dormir lembrando...

Agora... ta um silêncio perturbador. Não sei o que pensar, então não penso nada. Aquele alguém que nos impediu no primeiro dia, parece ainda estar muito presente.

Enfim... o sentimento já foi plantado. Espero que ele não morra por não ser regado, porque tem me feito um bem... ♥

Ei, isso é um blog de uma jornalista ou o diário de uma adolescente? hahahahahahahaha! Deixa ta?! To assim boba mesmo! =P Depois conto mais!

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Hoje.

O ser humano vive em constante mudança. Será normal alguém viver toda a vida da mesma maneira, sendo a mesma pessoa de sempre, sem mudar de opinião, sem deixar de lado uma mania, sem jamais admitir que errou e mudar de atitude? Tenho dúvidas quanto ao melhor caminho a seguir. O mundo capitalista diz que devemos estar sempre prosperando, GANHANDO DINHEIRO. Mas como explicar as pessoas bem sucedidas que não se consideram felizes?

Estou lendo um livro, ‘O Despertar de Uma Nova Consciência’, fala do ego, de como nos deixamos dominar pelos pensamentos e agimos por impulso. Tenho praticado o exercício para acalmar a mente, parar e prestar atenção na respiração. Funciona. Não sei se é a idade, mas as ansiedades, as angustias têm sido cada vez menores. O livro destaca que as pessoas vivem preocupadas com o futuro, não percebem o momento presente e, dessa forma, a vida passa despercebida.

Na verdade, eu não sei bem sobre o que quero escrever. Se sobre alguém que conheço há mais de 10 anos e simplesmente não mudou em NADA, ou sobre mim mesma. Eu sempre fui de me preocupar com os outros, os próximos de mim, de pensar no amanhã. Mas ultimamente penso mais no dia que acabou de começar. Cada momento tem sido mais especial, ouço melhor, sinto mais os cheiros e presto mais atenção nas cores do mundo.

Acho que cada um é feliz da sua maneira. Também concordo que se deve conviver com as diferenças, principalmente quando as pessoas em questão se amam. Mas, e quando as diferenças falam mais alto que o sentimento? Nossa! O que sinto me dói por dentro, mas... Não consigo entender como alguém consegue viver na ociosidade, uma pessoa adulta que se comporta como um adolescente que tem a vida inteira para fazer nada, para simplesmente ver o tempo passar.

Sobre amor, não acredito que ele exista no coração de quem é ‘bruto’. De quem bate no peito e diz que não vai nunca mudar, que não se importa em ferir o coração dos outros com palavras e atitudes e simplesmente não tem coragem de se desculpar. ‘Sou assim, se não gostou, dane-se’. Alguém com esse tipo de pensamento ama?

E... estou falando de várias coisas ao mesmo tempo não é? (risos). Enfim. Isso não é um artigo, não é uma matéria... é só uma indagação de mais um ser humano que busca respostas para os problemas do coração, da vida, do agora.

A vida segue...

Thay.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dia Nacional de Combate ao Fumo: Jovens de Maceió falam sobre consumo de cigarro

Neste domingo, 29 de agosto, foi comemorado o Dia Nacional de Combate ao Fumo, criado pela Lei Federal nº 7488 de 11 de junho de 1986. A lei estabelece que durante a semana que antecede a data, seja lançada uma campanha de âmbito nacional, visando alertar a população, principalmente os adolescentes e adultos jovens, que são os alvos preferidos da indústria do tabaco, sobre os males causados pelo fumo à nossa saúde.

O Primeira Edição aproveitou que o assunto ainda está sendo bastante comentado na internet, e entrevistou alguns jovens para saber o que eles acham do consumo de cigarro, mesmo com todos os riscos que o fumo pode causar.

O jornalista Gabriel Barros, de 23 anos, disse que tem consciência dos riscos que o cigarro pode trazer para a sua saúde. “São muitas substâncias tóxicas em um só cigarro. Jamais colocaria aquilo de novo dentro do meu pulmão”, exclamou o jovem.

Gabriel disse que não tem preconceito com quem fuma, mas não gosta de ficar em ambientes com fumantes. “Não tenho preconceito, até porque já fumei algumas vezes, mas não gosto da fumaça e nem do cheiro, saio logo de perto”, disse o jornalista.

Marcelo Faccioli, 23 anos, começou a fumar ainda na escola e não imaginava que pudesse ficar viciado. “Eu fumava as vezes, em uma festinha. Achava que não poderia criar um vício mas, após alguns anos me enganando, vi que estava ficando dependente quando em uma situação estressante me retirei do local onde eu estava e fui procurar algum loção que vendesse cigarros. E já se foram 11 anos”, conta o auxiliar administrativo.

O jovem alerta aos que estão começando a fumar agora sobre os perigos do vício. “Muitos acham que podem parar quando quiser, mas não é assim. Hoje eu sinto os males físicos que o cigarro me causou e ainda me causa. Sou jovem, mas meu pulmão não é mais tão jovem, sinto que sua ‘potência’ foi reduzida drasticamente durante esses onze anos”, disse Marcelo.

Marcelo contou ainda como se sente constrangido por incomodar seus colegas no ambiente de trabalho com o cheiro do cigarro. “Quando estou fumando ou acabei de fumar, muitas pessoas até evitam passar por perto, porque não gostam do cheiro do cigarro. Me sinto um babaca por estar arruinando a minha vida”, concluiu.
O analista de custos, Gleydston Rodrigues, de 21 anos, disse que já provou cigarro, mas não gostou. “Todas as pessoas que conheci que fumavam tiveram problemas sérios de saúde e, inclusive, causaram problemas aos que estavam próximos”, afirmou o jovem.

“Não gosto de cigarro e me sinto mal se estiver em um ambiente fechado com fumantes”.

Fernanda Lima, estudante de 22 anos, disse que quando era criança admirava ver as mulheres fumando. “Eu achava lindo, pois eu não tinha noção do mal que o cigarro trás para a saúde. Hoje acho uma falta de amor próprio, pois a pessoa que fuma está comprando a própria morte”, opinou Fernanda.

Se como em nosso texto, a maioria dos jovens não gostasse de cigarros, talvez os altos índices de pessoas doentes por conta do tabagismo diminuísse. O que se percebe é que existe uma consciência entre as pessoas que fumam sobre o mal causado pelo cigarro, mas o vício fala mais alto.

Portanto, se você jovem, se interessar em fumar um cigarro na balada, no barzinho, na escola, mesmo que seja só para experimentar, pense nos riscos que você está trazendo para a sua saúde. Não há nenhuma vantagem em ser fumante. Nenhuma.

Thayanne Magalhães

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Portal Ficha Limpa já está no ar; eleitores opinam

Os eleitores de todo o Brasil já podem acessar o portal Ficha Limpa (www.fichalimpa.org.br), que vai cadastrar os candidatos que estiverem em dia com a Lei e que se comprometeram a prestar contas das campanhas pela internet.

O portal foi ao ar na manhã nesta quinta-feira (29) e só no seu primeiro dia já recebeu mais de 10 pedidos de inclusão de candidatos a deputado federal. Até o início da noite de ontem, nenhum desses foi cadastrado, porque os pedidos não apresentavam um link que permitiria a atualização das doações e gastos em campanha dos candidatos.

Um dos objetivos do portal Ficha Limpa é justamente garantir maior transparência nas eleições, permitindo ao leitor o acompanhamento dos gastos e doações do seu candidato.

Para se cadastrar, além do link, o candidato precisa demonstrar que tem registro na justiça eleitoral e comprovar que nunca renunciou para escapar de cassação. Também é necessário mandar um documento de próprio punho em que diz não ter condenação em órgão colegiado por um crime enquadrado na Lei Ficha Limpa.
O cadastramento dos candidatos no portal é voluntário.

A opinião dos eleitores:

Para a universitária Juliana Kelly, 25 anos, o portal deve ajudar os eleitores a decidir seus votos. “Com certeza vai ajudar a gente a decidir nosso voto. O portal é uma fonte para que possamos avaliar os gastos que o candidato anda fazendo na sua campanha. Será a base para o eleitor se decidir”, disse Juliana.

“Com todas as informações contidas no Ficha Limpa, eu posso avaliar melhor os candidatos antes de decidir o meu voto. O portal não deve mudar muita coisa no quadro atual da política brasileira, mas é um passo para a mudança. É preciso que haja sempre atitudes como essa, para o eleitor acompanhar de perto a vida de cada político e para que cada um de nós possa ter noção das intenções deles, caso sejam eleitos”, concluiu.

Já controller Gleydston Guedes, de 21 anos, opinou dizendo que o portal será, além de mais uma ferramenta para o eleitor decidir seu voto, mas também deverá servir para que os candidatos façam suas prestações de conta. “Apesar do brasileiro não ter o hábito de fiscalizar quem ele bota no poder, acredito que será importante essa divulgação. Mas, também é preciso a constante divulgação do portal, para que não seja pouco usado pela população, como é o caso de outros portais, entre eles o da transparência. O leitor precisa ser lembrado das armas que tem para decidir melhor que serão seus candidatos”, afirma o jovem.

“Eu não acredito que o portal mude de imediato o quadro político no Brasil, principalmente por não ser uma medida obrigatória, pois não afetará diretamente os candidatos que não querem divulgar seus gastos e sua ‘ficha’. O portal Ficha Limpa será apenas mais uma das ferramentas já existentes, e espero que essa, diferente das outras, não seja pouco usada”, disse Gleydston.

Gleydston concluiu a entrevista dizendo que na opinião dele “não existe bom político, existe o que tem a ficha menos ‘ suja’, dificultando a decisão do eleitor”.

A servidora pública, Ana Sibelle, 30, acredita que o fato do candidato de cadastrar no portal Ficha Limpa já demonstra a sua intenção de prestar contas com o povo. “Dessa forma o candidato parecerá ser mais confiável, já que quer mostrar seus gastos políticos a partir da campanha eleitoral”, disse a jovem.

O portal Ficha Limpa conta com diversas análises, exibidas em gráficos, que vão mostrar os candidatos que se cadastram no site por estado, por cargo eletivo e também por provação de contas. No portal também existe um espaço para denúncias e consultas.

A estimativa é de que os candidatos sejam fiscalizados por cerca de mil entidades, além de internautas e dos próprios adversários políticos. O site é uma iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), da Associação Brasileira Contra a Corrupção e a Impunidade (Abracci) e do Instituto Ethos. A Abracci e o MCCE reúnem redes de ONGs no país.

Caso o candidato seja denunciado e essas denuncias se confirmem ou ele não cumpra com a prestação de contas, ele pode ser expulso da lista.

por Thayanne Magalhães com O Globo

terça-feira, 20 de julho de 2010

Thales ♥

Thales é um menino inteligente.
Ele ama computadores e quer ter curso superior de informática.
Meu irmão é confuso, cheio de gírias e gosta de fumar. Isso me irrita! Mas quem é perfeito?
Thales precisava apenas de alguém que levantasse sua auto-estima.
Eis-me aqui! Irmãe! ♥



Tudo vai dar certo! ^^ Amo você!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Dia 7 de junho é o Dia Nacional da Liberdade de Imprensa

A chamada liberdade de imprensa é o direito dos jornalistas de fazer circular livremente as notícias, pressupondo a democracia. O contrário disso é a censura, própria dos governantes ditatoriais, mas que às vezes acaba dando o ar da graça nos governos tidos como democráticos. Segundo um relatório lançado em 2009 pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), os cerca de 80 mil profissionais da comunicação do Brasil ainda sofrem em conseqüência da violência e falta de compreensão do significado de uma imprensa livre, regulamentada em bases democráticas.

Sendo assim, nesse dia não se tem muito que comemorar. O jornalismo ainda está longe de ser totalmente livre, mas ser livre não quer dizer desrespeito à liberdade de cada um. A imprensa, além da liberdade, precisa de ética para evitar a divulgação de fatos sem uma apuração devida, para que imagens não sejam prejudicadas, pois, uma vez essa pessoa ou instituição seja prejudicada por uma notícia maliciosa, jamais serão moralmente reconstituídas. O direito de resposta não tem a mesma força de uma divulgação errada.

Em Alagoas ainda existem muitas barreiras a serem derrubadas para que a liberdade de imprensa seja realmente estabelecida. Apesar de a quantidade de veículos de comunicação, entre jornais impressos, sites, canais de TV entre outros estarem surgindo a cada dia, aumentando o espaço para os jornalistas, é fato que por trás de cada um deles existe uma figura polícia ou empresário, que dita o que pode e o que não pode ser publicado. Não generalizando, lógico, mas este dia 7 de junho não deve ser muito conhecido e nem divulgado porque a própria Liberdade de Imprensa ainda está longe de ser fato nesse país.

Thayanne Magalhães

terça-feira, 1 de junho de 2010

Na Semana do Meio Ambiente, jovens falam sobre a importância de preservar a água

No dia 5 de junho é comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. A data foi recomendada pela Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente, realizada em 1972, na Suécia. O Brasil também decretou em seu território a Semana Nacional do Meio Ambiente.

O Primeira Edição irá abordar diversos assuntos importantes sobre a preservação do meio ambiente durante toda essa semana, e o primeiro tema a ser destacado é a preservação da água no planeta. Será que as pessoas fazem sua parte para economizar água ou a maioria se prende ao pensamento de que não adianta se fizer sozinho? Alguns jovens foram entrevistados e relatam o que fazem para que o bem mais precioso da Terra não seja desperdiçado.

A administradora de empresa, Íris Lima, de 26 anos, disse que está sempre preocupada em fazer sua parte e que pensa no amanhã quando se refere a água. “Sei que estudos comprovam que amanhã a água valerá mais caro por causa dos desperdícios. Até nossa vida estará em risco, nossa própria existência. Evito ao máximo estragar água, sempre fecho o chuveiro quando estou me ensaboando no banho, e quando estou escovando os dentes também só abro a torneira quando necessário”, afirma Íris.

“Com essas pequenas economias, evito que litros de água vão embora. Ao lavar os pratos procuro passar sabão em todos eles e só depois enxaguar. Tenho certeza que se cada um faz um pouquinho, acaba ajudando e muito ao meio ambiente e a nós mesmo, porque dependemos muito da água para viver, ela é essencial para a nossa sobrevivência”, concluiu a administradora.

O estudante Henrique Cardoso, de 21 anos, disse que ainda está tentando controlar seus desperdícios. “Tenho mania de escovar os dentes com a torneira ligada e só desligo quando alguém de casa chama a minha atenção”, disse. Por outro lado, Henrique se preocupa em não jogar lixo nas ruas e muito menos nas praias. “Eu sei que se eu jogar lixo na rua vai acabar indo parar em um rio, ou no mar, aumentando a poluição das águas. Eu sempre jogo lixo na lixeira”, afirmou Henrique.

Outra estudante, Juliana Kelly, de 25 anos, afirma que além de fazer sua parte tenta alertar as pessoas em sua volta sobre a importância de preservar a água. “Eu faço minha parte economizando água no banho e em casa. Além disso, alerto as outras pessoas de que devemos preservar essa fonte de vida, que é a água. Nunca jogo lixo em rios, ou no mar, e nem deixo que meus amigos façam isso. Eu até saio catando lixo quando vou à praia, fico indignada com tanta sujeira”, enfatiza Juliana.

Esses são três bons exemplos de jovens que têm consciência sobre seu papel na preservação do meio ambiente. É precisoentender que por menor que seja um gesto na preservação da água, ele será de fundamental importância para o nosso planeta, que a cada dia dá mais sinais dos prejuízos, talvez irreparáveis, causados pelo homem.

Thayanne Magalhães

Jornalista por formação! ;*

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Festa do CSA é comemorada com jogo e “rock and roll”

O domingo foi de festa para os azulinos que estiveram presentes no Mutange. No início da tarde o time do CSA, que vai disputar o Campeonato do Nordeste e a segunda divisão do Alagoano, foi apresentado à torcida e venceu por 1 a 0 o jogo contra o Carpinense, de Pernambuco.

“A arquibancada lotou, muitos azulinos vieram prestigiar o time do CSA. Foi tudo muito tranqüilo. A única confusão que teve foi uma galera querendo entrar sem pagar, mas nada demais, ficou tudo sob controle”, disse Márcio Miranda, um dos diretores da torcida organizada Mancha Azul.

O presidente do CSA. Jorge VI, falou sobre o evento e disse que as comemorações são uma forma de incentivar tanto os jogadores quanto a torcida. “Essa festa é uma ferramenta para reunir os azulinos, animar a torcida, incentivar os jogadores e também arrecadar fundos para o clube”, disse.

Depois do jogo os torcedores curtiram os shows da banda alagoana Cannibal, o cantor Eliezer Setton e a banda de Santos, Charlie Brown Jr. Além de terem a chance de ganhar uma moto e um carro, sorteados durante a festa.

O presidente da mancha Azul, Wanderli Gomes, disse que esperava mais pessoas para o show. “O show de Charlie Brown trás multidões. Aqui as pessoas não vieram porque é uma festa de torcida e a sociedade é preconceituosa. Mas como todos puderam ver, é uma festa tranqüila, onde os torcedores trazem as esposas e os filhos”, disse Wanderli.

Sobre a existência de usuários de drogas dentro da torcida, o presidente diz que é uma questão social.

“A questão do torcedor usar drogas, roubar, é uma questão social. Existe em todos os lugares, não tem a ver com a torcida, porque a nossa ideologia é apoiar o time, e não bagunçar. Existem os que se infiltram na Mancha para bagunçar, brigar, roubar. Eles usam a camisa como um escudo. É tudo uma questão de desestrutura familiar, falta de educação, pobreza, e não por serem torcedores”, falou o presidente.

“A nossa torcida procura mostrar para a sociedade que somos pessoas com boa índole. Já realizamos campanha para doação de sangue e no dia das mães vamos distribuir brindes”, concluiu.

Em entrevista a esta jornalista que vos escreve (risos), o vocalista da banda Charlie Brown Jr., o Chorão, disse que achou a festa muito tranqüila e que voltará sempre que a torcida chamar. E quando questionado sobre a pouca quantidade de gente, se comparado aos outros shows da banda, o santista disse que está tranqüilo quanto a isso. “Esse foi um momento só deles (torcida) e a gente se deu muito bem. Em outra oportunidade a gente volta e toca em outra casa de show para quem perdeu essa festa”, disse o cantor.

Sobre o fato de muitos fãs não terem ido à festa por preconceito, Chorão manda um recado. “Vocês perderam uma festa muito bacana, tranqüila. Teve uma confusão ou outra, mas isso a gente vê em todo lugar, não é porque a festa é da torcida”, disse Chorão, que desceu do palco durante o show e cantou no meio dos azulinos.

O evento, que também contou com a participação do secretário da Defesa Social, Paulo Rubim, terminou pouco mais das 22:30 e não teve nenhuma confusão registrada durante a saída dos torcedores.

Texto e fotos: Thayanne Magalhães

(obs: A primeira foto foi meu cumpadre, Miranda, quem tirou!)

quarta-feira, 14 de abril de 2010

No Dia do Beijo, descubra mais bons motivos para beijar!

No dia do beijo, 13 de abril, o Primeira Edição pesquisou o que os jovens alagoanos esperam de um beijo e descobrimos também que beijar não é só um modo carinhoso de demonstrar a paixão: o beijo também trás benefícios à saúde e aos relacionamentos.

Para Íris Lima, 25 anos, o melhor beijo é aquele dado suavemente. “Para mim, beijar suavemente nos transmite o prazer de sentir as emoções que um beijo proporciona. Quando se beija com carinho e transmite sentimento, fica melhor ainda”, disse a estudante de administração.

Íris disse que não aprova a atitude de pessoas que banalizam o beijo. “Eu já beijei mais de um cara numa festa, na época do Maceió Fest, mas confesso que não era muito legal. Eram beijos apavorados, desajeitados, apressados... sem emoção alguma (risos)”. Ela concluiu a entrevista dizendo que para ela o beijo é a química principal de um relacionamento. “Afinal, um beijo bem dado, apaixona!”.

Além de apaixonar, como Íris disse, o beijo é considerado um ótimo remédio para o estresse, combate a depressão, prepara o corpo para a relação sexual, além de ser um exercício, já que movimenta 29 músculos e queima caloria. Mas a quantidade de caloria queimada só depende das repetições!

Para o estudante Pedro Henrique, de 21 anos, beijo bom é aquele bem molhado. “Gosto de beijo de língua!”, afirma. Para ele, que se declara um namorado apaixonado, não existe melhor beijo do que o de sua namorada, e que não sente falta da vida de solteiro. “Beijo bom é o da minha namorada, não sinto falta de mais nada”.

Para quem gosta de um beijão como Pedro Henrique, daqueles que tira o fôlego e deixa o coração acelerado, saibam que esse aumenta os batimentos cardíacos e melhora a oxigenação no sangue.

(Postei hoje... ñ tive tempo ontem, estava beijando! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!)
Thayanne Magalhães

quarta-feira, 7 de abril de 2010

Jornalistas! Feliz Nosso Dia! =D


Escolhi ser jornalista e me tornei!

Sou feliz por minha profissão, por poder escrever e saber que vou informar e ajudar de algum modo a sociedade onde vivo!

Escolhi ser jornalista porque isso faz com que eu me sinta útil... tenho meu lugar!

A todos os jornalistas, um futuro cheio de sucesso e que a informaçõa seja sempre em benefício da verdade!

Foto 2008:
meu primeiro estágio (fontenotícias.com.br)
Thayanne Magalhães - Jornalista por formação.

sexta-feira, 26 de março de 2010

Realização

E todos os dias tenho acordado e me sentindo sempre mais privilegiada, amada, querida, rodeada de boas energias, feliz, engraçada, divertida...

Os problemas se tornam sempre tão pequenos quando acordamos e voltamos a enxergar apenas o lado bom! ^^

Sou adulta, dona de mim, dos meus pensamentos, sentimentos, vontades e desejos. Eu escolho ser feliz... eu escolho ter sempre mais amigos, eu escolho AGRADECER por cada amanhecer!

Identifique-se e escolha também! =D



Estou no último dia se uma semana tão esperada. Mais que especial. Que bom que está dando tudo certo, que maravilha a presença das pessoas mais queridas, que sensação de privilégio e realização, sonho alcançado! ♥ Obrigada Obrigada Obrigada Senhor!

sexta-feira, 19 de março de 2010

Gilmar Mendes exige jornalistas diplomados no STF


Por 8 votos a 1, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram na sessão do dia 17 de junho do ano passado que o diploma de jornalismo não é obrigatório para exercer a profissão. O que não se sabia até hoje, pelo menos a maioria dos jornalistas, é que para exercer a função dentro do próprio STF é obrigatório ser diplomado.

A assessora de imprensa do Supremo, Mariana Braga, que está em Maceió acompanhando o presidente do SFT, ministro Gilmar Mendes, disse que só conseguiu o emprego por ser diplomada.

O ministro veio a Alagoas assinar o Acordo de Cooperação do Projeto Começar de Novo, que beneficia reeducandos e egressos do sistema carcerário.

Se para o próprio Gilmar e a maioria dos ministros, o fato de ser diplomado não é uma prioridade, porque será que existe essa exigência no Supremo Tribunal Federal? Será que eles próprios não confiam e nem dão credibilidade aos “jornalistas” sem curso superior?

Texto e foto: Thayanne Magalhães
Jornalista por fomação.

quarta-feira, 10 de março de 2010

Compartilhando... =)


Hoje eu recebi o email de uma moça que me encontrou e se identificou com o problema. De uma certa forma me senti aliviada. Triste por saber que mais pessoas sofrem com esse sentimento que é ser rejeitada pela própria mãe... pior que rejeitada, infernizada, agredida... sem motivos, sem explicações. Apenas um sentimento de ódio de uma pessoa infeliz que se sente melhor ao fazer mal aos outros. No nosso caso, meu e da minha amiga do email, os prórpios filhos são as vítimas dessa ira.

Quero dizer que estou aberta para receber emails e dividir experiências. No texto que segue abaixo do da oração, eu falei de como devemos buscar dentro de nós mesmos a paz e não deixar que pessoas como a minha mãe e a mãe da moça do email torne nossas vidas infelizes, porque o problema não está com a gente, elas que são infelizes e não suportam ver a felicidade e bem estar dos outros.

Para pessoas assim, doentes, não existe outro fim, a não ser o de ficar sozinhas no mundo, porque o mal que elas fazem, sempre voltará para elas mesmas. Devemos seguir com nosso coração em paz, sem desejar mal nem guardar mágoas, pois esses sentimentos adoecem o corpo e a alma.

Sejamos felizes, por nós mesmos. Deus nos criou para amar, perdoar, ser feliz... se alguém não consegue nos proporcionar nada de bom, perdoamos e seguimos em frente, com quem nos ama, perdoa nossas falhas e nos faz feliz.

Paz para todos! Obrigada pelo email Ana Paula! =D

Thayanne Magalhães
Foto: Eu e Amor! ♥

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Reze.

'O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Deita-me em verdes pastos e guia-me mansamente em águas tranqüilas. Refrigera a minha alma, guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome.
Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque Tu estás comigo, a Tua vara e o Teu cajado me consolam. Prepara-me uma mesa perante os meus inimigos, unges a minha cabeça com óleo, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida e habitarei na casa do SENHOR por longos dias.' ♥

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

De hoje em diante...

Hoje eu decidi que minha vida não pode se resumir aos conflitos com minha mãe. A vida inteira eu sofri por isso, fugi de casa, morei a maior parte da vida longe dela. Mas sempre que me aproximei, me magoei com as agressões, dissimulações, frieza, egoísmo...

Não foi diferente dessa vez. Eu estava em paz, morando perto do mar, feliz, acabando a faculdade tranquila. Diante de problemas de saúde do meu namorado, me senti fragilizada e novamente voltei para a casa dela. E dessa vez com promessas da mesma, que dizia que tudo seria lindo. Eu teria minha própria casa, teríamos um negócio juntas... enfim.

Tudo mentira. Parece que ela precisa de alguém por perto para infernizar. Meu irmão mais velho tinha ido embora porque a esposa dele não aguentava ser vizinha da sogra, e ela ficou sem ter de quem falar mal. Fui novamente a vítima. E desde então tenho sofrido tanto...

Mas de hoje em diante será diferente. A paz que eu encontro longe dela está aqui dentro de mim. Não preciso que ela me deixe ser feliz e tranquila. É uma questão de escolha somente minha. E hoje não quero mais sofrer. Quero enfrentar tudo isso sem dor, sem gritos, sem me assustar, porque ela sempre se supera.

Vai ficar tudo bem. =) Afinal, ela é a pessoa menos presente em tudo na minha vida. Tenho um grande amor, tenho uma mãe maravilhosa (minha madrinha) que Deus me deu, tenho amigos, tenho emprego, tenho objetivos... Estou viva e amo a minha vida!

Boas energias a todos! =)

Thayanne Magalhães
Fotos do Carnaval! =D

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Minha força vem da minha fé!

Todos os dias peço a Deus que me dê força e sabedoria para entender o porquê de tantas aprovações. O principal é entender o motivo de ter uma mãe que é capaz de tudo para me ver infeliz.

A vida inteira fugi disso, corri atrás dos meus objetivos. Mas todos os caminhos acabavam me levando de encontro a ela novamente. Percebi que deveria enfim enfrentar essa situação e aqui estou dividindo minha história.

É triste, é difícil... Mas existe.

Fé em Deus, força para seguir e sabedoria para lutar contra tudo o que nos deixa desanimados. Nada é por acaso.

Americana que matou e congelou corpos de filhas é condenada

A Justiça americana condenou na última segunda-feira a mulher de 44 anos que assassinou duas filhas adotivas, congelou seus corpos e os manteve em um freezer durante meses.

Renee Bowman, que mora no estado americano de Maryland, foi condenada por duplo assassinato premeditado e por abuso de três menores.

A terceira vítima dos abusos foi sua filha adotiva caçula, agora com 9 anos. Em setembro de 2008, a menina conseguiu fugir pulando por uma janela. Foi só então que a polícia descobriu os crimes de Bowman.

No julgamento, a garota contou que ela e suas irmãs eram espancadas com um bastão de beisebol e esganadas até desmaiarem. Segurando um ursinho de pelúcia, a vítima revelou ainda ao júri que ela e suas irmãs eram mantidas presas em um quarto.

"Havia um balde para fazermos nossas necessidades, porque a gente não podia sair do quarto", contou a menina que agora já vive com outra família adotiva.

A polícia não sabe precisar quando Minnet e Jasmine Bowman foram mortas, mas sabe que elas tinham menos de 10 anos e que o crime ocorreu na cidade de Rockville, em Maryland. Além disso, a polícia revelou que. depois de congelar os corpos, Bowman mudou-se duas vezes, sempre levando o freezer consigo.

Sua defesa tentou convencer o júri de que ela não premeditou o crime, mas não teve sucesso. O depoimento de um ex-companheiro de cela de Bowman desmentiu essa tese.

"Ela tomou a decisão de descer, pegar um travesseiro e asfixiar as crianças", disse o promotor John McCarthy no tribunal.

Depois de duas horas de deliberações, o júri decidiu condenar a mãe. A pena ainda não foi estabelecida, mas a promotoria espera conseguir prisão perpétua sem direito a liberdade condicional.

Em outro julgamento anterior, Bowman já havia sido condenada a 25 anos de prisão por abusar da garota sobrevivente.

Adoção controversa
Segundo as autoridades americanas, Bowman recebia ajuda do governo do distrito de Columbia, onde as filhas foram adotadas, para criá-las. No total, ela recebeu cerca de US$ 150 mil.

A imprensa americana trata a adoção como controversa, porque antes de obter a guarda das meninas, Bowman já havia sido condenada por ameaçar um homem de 72 anos que danificou seu carro e fichada por falência.


por BBC Brasil

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Compartilhar!

Quero usar meu blog a partir de hoje para, também, dividir experiências com meninas, mulheres, senhoras, enfim, que tenham problemas com suas mães a ponto de afetar e até desestruturar suas vidas.

Tenho 25 anos e passei por uma adolescência terrível por conta das perseguições de minha mãe biológica. A infância nem se fala. Só tenho lembranças tristes dos momentos em que ela esteva presente. Mas graças a Deus tive muitas "mães" que me mostraram o que é o amor verdadeiro e incondicioanl e não pirei de vez. (risos)

Se você quer compartilhar aqui suas experiências, até então tidas como únicas no mundo para você, seja bem vinda.

É um tema a ser discutido e até mesmo estudado. Como uma pessoa pode gerar uma vida e não amá-la, não se preocupar, não cuidar... ao contrário disso, odiar, infernizar e se tornar a pior inimiga a troco de Deus sabe o quê...

Vai ser bom para mim também, porque nunca é demais desabafar, principalmente quando o problema te persegue, por mais que você fuja dele. =/

Thayanne Magalhães.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

HGE: O triste relato de quem precisa do atendimento público


Indiferença, frieza, desumanidade. Foi assim que as pessoas entrevistadas por esta blogueira descreveram o atendimento dos funcionários do Hospital Geral do Estado (HGE). Depois de uma semana frequentando o hospital, presenciando cenas que iam de pessoas desesperadas pelo estado de saúde de seus parentes, outras enfurecidas com o descaso no atendimento de quem vê a vida de um ente querido nas mãos da saúde pública, pacientes pelos corredores, no chão, o mal humor de quem trabalha na recepção e no serviço social, a impaciência dos enfermeiros e enfermeiras, pode-se perceber que é mesmo desesperador depender deste hospital público.

Dentre as pessoas abordadas no HGE, uma que chamou a atenção foi dona Benedita Rosa de Lins, de 72 anos. Aparentando muita preocupação, ela contou seu caso aos prantos. A aposentada disse que seu filho de 48 anos está internado com um problema grave de estômago. “Há um mês que ele vomita sangue, fica indo da UTI para a semi-UTI. Melhora e depois piora. Os médicos precisam de um exame para saber o que ele tem, mas dizem que a máquina está quebrada. O que eu não consigo entender é como um hospital público pode passar mais de um mês com um aparelho importante como esse quebrado”, desabafou Benedita.

Ela estava falando da máquina que realiza o exame de colposcopia, específica para o estômago. Segundo o HGE informou para a senhora, a máquina estava sendo consertada, e só então o filho dela poderia realizar o exame. “Enquanto isso meu filho está lá dentro, correndo risco de morte. Só Deus para nos confortar numa hora dessas. É muito doloroso para uma mãe ver o filho morrendo e não poder fazer nada, apenas depender da boa vontade dessas pessoas que nos atendem tão mal”, disse.

Dona Benedita disse que fez empréstimos no banco para poder realizar alguns exames em clínicas particulares, mas sua aposentadoria está reduzida devido a esses empréstimos, e que ela não tem mais como pagar pelo tratamento do filho. “Ele precisa fazer com urgência esse exame, mas infelizmente já gastei tudo o que eu tinha com remédios, táxis. Se precisar vou até o Palácio apelar com o governador. Não quero que meu filho morra por falta de atendimento, sem saber o que tem. O hospital é que tem a responsabilidade de fazer o exame e descobrir o que meu filho tem”.

Hospitalizado há um mês, Carlos Alberto da Silva, de 58 anos, tem câncer e está com metástase, que é a formação de uma nova lesão tumoral a partir de outra. Ele precisa ser transferido com urgência para o Hospital Universitário, porque em Alagoas, lá é o único lugar onde existe o tratamento de oncologia, que é o que ele precisa.

Muito revoltada, a filha de Carlos Alberto, Carline Vitalino da Silva, de 28 anos, conversou comigo, e disse que durante todo o mês ela vem tentando conseguir a transferência do pai. “Meu pai precisa fazer uma biopsia para saber onde está o câncer, mas o HGE não faz o exame e nem transfere logo meu pai. Eu já procurei a secretaria de saúde, mas um fica jogando a responsabilidade no outro. A assistência social desse hospital não responde meus questionamentos, são uns irresponsáveis. Nunca tem ninguém para resolver nosso problema. Só queremos transferir meu pai para que ele seja tratado em outro hospital, já que aqui eles não podem cuidar dele”, disse Carline.

“Eu estou revoltada com o atendimento desse lugar. Meu pai está em uma ala específica para pacientes terminais de câncer e as enfermeiras tratam ele como se ele fosse um objeto, uma folha de papel. Meu pai é um ser humano. Queremos que ele seja tratado e curado”, desabafou.

Carline pede para que se alguém ler esta matéria e possa ajudá-la na transferência de seu pai, que por favor entre em contato com pelos telefones 8833-5703 ou 9934-5838.

Valdir da Silva, de 27 anos, está com uma bala alojada no joelho há mais de um mês, depois de ter sido baleado em uma briga. O hospital informou a ele que a máquina de raio x também estava sendo consertada, e há dias ele vem ao HGE esperar que o exame seja realizado para que ele possa saber como tratar do joelho. “Meu joelho está com um problema sério, dói muito, estou mancando. A bala está alojada entre os ossos, e eu preciso do exame para saber se será necessário fazer uma cirurgia”, disse Valdir.

O jovem disse que estava há mais de três horas esperando para fazer o exame, mas que não sabia se conseguiria. “Já vim aqui várias vezes marcar, mas eles ficam adiando. As pessoas que trabalham aqui são muito frias. Eu fiquei mais de um mês internado e com apenas três dias de operado, devido a outro disparo na barriga, a enfermeira me deixou sozinho no banheiro. Eu não conseguia nem falar de tanta dor. Eles não têm nenhum cuidado com os pacientes, já estão acostumados a ver as pessoas sofrendo, morrendo e para eles é só mais um”, desabafou.

“Eu aposto que se fosse com a família deles, com certeza eles cuidariam melhor. Enquanto eu estava internado, sentia dores e chamava a enfermeira, ou o médico para reclamar, mas muitas vezes eles fingiam que não me escutavam. Nós temos o direito de ser bem tratados, pagamos impostos e acima de tudo somos seres humanos. Pedi muito e peço a Deus para nunca mais precisar desse hospital”.

Como julgar os culpados por esta situação? O Governo por não disponibilizar uma saúde pública digna à população que paga seus impostos e tem direito a um bom atendimento? As pessoas que cursam faculdade de medicina, enfermagem, serviço social e não cumprem seus juramentos de cuidar da vida humana, do bem estar das pessoas e se tornam profissionais desqualificados?

Infelizmente só reconhecemos o que essas pessoas que dependem dos hospitais públicos sofrem, quando passamos por um situação semelhante. Mas não se deve esperar acontecer consigo ou com pessoas queridas para começer a exigir os direitos de cidadão.

Thayanne Magalhães (texto e foto)