
Um dos objetivos do portal Ficha Limpa é justamente garantir maior transparência nas eleições, permitindo ao leitor o acompanhamento dos gastos e doações do seu candidato.
Para se cadastrar, além do link, o candidato precisa demonstrar que tem registro na justiça eleitoral e comprovar que nunca renunciou para escapar de cassação. Também é necessário mandar um documento de próprio punho em que diz não ter condenação em órgão colegiado por um crime enquadrado na Lei Ficha Limpa.
O cadastramento dos candidatos no portal é voluntário.
A opinião dos eleitores:

“Com todas as informações contidas no Ficha Limpa, eu posso avaliar melhor os candidatos antes de decidir o meu voto. O portal não deve mudar muita coisa no quadro atual da política brasileira, mas é um passo para a mudança. É preciso que haja sempre atitudes como essa, para o eleitor acompanhar de perto a vida de cada político e para que cada um de nós possa ter noção das intenções deles, caso sejam eleitos”, concluiu.

“Eu não acredito que o portal mude de imediato o quadro político no Brasil, principalmente por não ser uma medida obrigatória, pois não afetará diretamente os candidatos que não querem divulgar seus gastos e sua ‘ficha’. O portal Ficha Limpa será apenas mais uma das ferramentas já existentes, e espero que essa, diferente das outras, não seja pouco usada”, disse Gleydston.
Gleydston concluiu a entrevista dizendo que na opinião dele “não existe bom político, existe o que tem a ficha menos ‘ suja’, dificultando a decisão do eleitor”.

O portal Ficha Limpa conta com diversas análises, exibidas em gráficos, que vão mostrar os candidatos que se cadastram no site por estado, por cargo eletivo e também por provação de contas. No portal também existe um espaço para denúncias e consultas.
A estimativa é de que os candidatos sejam fiscalizados por cerca de mil entidades, além de internautas e dos próprios adversários políticos. O site é uma iniciativa do Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE), da Associação Brasileira Contra a Corrupção e a Impunidade (Abracci) e do Instituto Ethos. A Abracci e o MCCE reúnem redes de ONGs no país.
Caso o candidato seja denunciado e essas denuncias se confirmem ou ele não cumpra com a prestação de contas, ele pode ser expulso da lista.
por Thayanne Magalhães com O Globo