Ele é piloto de avião e viaja muito. Ela se sente sozinha e
acaba bebendo para se distrair.
No início da relação dos dois, eles se divertiam muito
saindo para beber, em festas, bares. Com as responsabilidades aumentando, com a
distância cotidiana das viagens, ela foi se afogando no alcoolismo. Ele queria
ajudar, mas ela estava tão envergonhada que não sabia como agir. O atacava.
Ele não sabia o que fazer. A tratava como se fosse de vidro,
queria fazer tudo por ela. Mas ela só se irritava e o atacava. Ela passou um
tempo numa clínica de recuperação e se tornou amiga de pessoas que passava o
mesmo que ela. E era com eles que ela conversava e desabafava. O seu marido
sofria com a indiferença. Ele queria ser o amigo dela. Ele queria ser o apoio
dela. Mas ela se sentia muito culpada para deixar que ele se aproximasse. E o
atacava.
Então um dia, depois que ela disse que não aguentava mais a “vida
doméstica”, ele saiu de casa. Ela então voltou a sorrir e tentou se perdoar.
Ela o queria de volta, ela o queria do lado dela, ela queria implorar para que
ele a perdoasse. Mas ela não conseguia. Sentia muita raiva e dizia que ele, a
tratando como tratava, sempre tentando ajudar e fazer tudo por ela, a fazia se
sentir inútil, fraca... “Mas ninguém faz você se sentir assim. É você quem
sente. Enquanto eu não me perdoar, eu não vou conseguir dar a minha família o
amor que ela merece”, ela disse.
Após quatro meses, eles se reencontraram. E, não existe uma
fórmula para que o casamento dê certo. Eles precisam se aceitar.
A vida muda as
pessoas. É preciso adaptar-se e entender que não existem culpados. As pessoas
sofrem e elas precisam encontrar a cura. Nem sempre podemos ajudar como gostaríamos.
Então não devemos insistir em ajudá-las se estão cegas pelos problemas (vícios).
Apenas viver um dia de cada vez.
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